SINOPSE

 

Vencedor do Prêmio Shell na categoria de Melhor Autor (Alexandre Dal Farra) e indicado à categoria de Melhor Ator (Vitor Vieira), e vencedor também do prêmio Cooperativa Paulista de Teatro na categoria Melhor Espetáculo em Espaço Alternativo Mateus, 10 acompanha a obsessão de um pastor, e seu consequente desejo de formar uma nova doutrina religiosa.

Com referências a Bartleby, o escriturário, de Herman Melville, e Crime e Castigo, de Dostoiévski, a peça levanta questões sobre a culpa, a alienação e a fé por meio da trajetória de um pastor que leva a sério demais o que ele mesmo prega. Otávio é um pastor em ascensão que entra em crise com sua atividade, quando se apega de forma quase obsessiva a uma passagem da bíblia em que Jesus renega sua família, mãe e irmãos, em função dos seus seguidores e discípulos. A partir de então, Otávio passa a desenvolver e a pregar uma nova doutrina. O desejo obsessivo de negar o conhecido em função do novo, a qualquer custo, o leva à beira da loucura. Para instaurar uma nova ordem ele precisa de um fato que mude os rumos da sua vida, e é a partir dessa atitude que a trama se desenrola.

 No segundo ato, Carlos, marido de Thereza, figura ambígua que invade a vida de Otávio, promove um churrasco em sua casa, onde os fatos virão à tona sem que tomem o rumo esperado pelo pastor. Otávio tenta confessar seu crime, o que não é aceito pelos outros. Ele acaba por ser expulso da igreja; no entanto, nenhuma nova ordem se instaura.

Poucos elementos cênicos valorizam a interpretação dos atores e o texto como principais motores da encenação.

PRÊMIOS, CRÍTICAS E OUTRA INFORMAÇÕES

Vencedor do Prêmio Shell 2012. Melhor Autor - Alexandre Dal Farra

 

Indicado ao Prêmio Shell 2012. Melhor Ator - Vitor Vieira

 

Vencedor do Prêmio CPT 2012. Melhor espetáculo em espaços alternativos - Mateus, 10

CRÍTICA

"Em Mateus, 10, acompanhamos muito de perto, quase no meio da cena, os ambientes, as casas pobres e a Igreja evangélica, onde o pastor Otávio lança sua rede para captura das almas e simultaneamente perde a própria alma, corroída por dúvidas e fragmentos de verdade, com os quais ele simplesmente não pode lidar. Mateus, 10 também demonstra que é possível falar de nosso tempo com os tons vivos da língua portuguesa e com a simples inteligência de direção e atuação, em oposição a todo movimento em que o teatro mimetiza, de modo farsesco, a sua própria “sociedade do espetáculo."

Trecho de texto de Tales Ab’Sáber, psicanalista e professor de Filosofia da Psicanálise da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

 

FICHA TÉCNICA

TEXTO 

Alexandre Dal Farra

DIREÇÃO

João Otávio e Alexandre Dal Farra

ATORES

Alexandra Tavares, Amanda Lyra, Alexandre Quintas/André Capuano, Clayton Mariano, Ligia Oliveira e Vitor Vieira, .

LUZ

Davi de Brito e Vânia Jaconis

CENOGRAFIA 

Eduardo Climachauska e Clayton Mariano

FIGURINO

Melina Schleder

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO 

Tablado de Arruar

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Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.

Fotos e Vídeos de registro: Cris Lyra e Eduardo Joly. Projeto Gráfico: Vitor Vieira

 

FOTOS